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Indústria limpa
Papel social
Antenadas com a preservação do meio ambiente e com o desenvolvimento sustentável, a Indústria de Papel e Celulose investe cada vez mais em ações de responsabilidade social

FOTO: DIVULGAÇÃO
Mario Higino, da Bracelpa: "Devemos investir US$ 14,4 milhões no setor, entre 2003 e 2012. Parte desta verba está sendo destinada à ampliação das áreas de florestas plantadas, objetivando uma ampliação dos atuais 1,4 milhão de hectares para 2,6 milhões de hectares"
Há muito tempo, o desenvolvimento sustentável e responsabilidade social fazem parte da pauta da Indústria de Papel e Celulose e das editoras de revistas. Para dar uma idéia, este ano comemora-se o centenário da introdução do eucalipto para fins produtivos no Brasil.

Ao longo deste tempo, a indústria que fornece matéria-prima básica para imprimir as revistas vem construindo importantes indicadores socioeconômicos para o país. Em 2004, a produção deverá totalizar mais de 9,4 milhões de toneladas de celulose, colocando o Brasil em primeiro lugar entre os produtores e exportadores de celulose de fibra curta de mercado. Mas o mais importante é que, em um momento de instabilidade nos mercados globais, a indústria de papel brasileira é responsável pela geração de mais de 100 mil empregos diretos e milhares de indiretos, sem esquecer os cuidados com o cidadão e o meio ambiente.

Mario Higino Leonel, diretor executivo da Bracelpa - Associação Brasileira de Celulose e Papel, é um entusiasta dos caminhos assumidos pela indústria. Para ele, "os esforços da iniciativa privada, bem como programas de incentivos governamentais e o desenvolvimento das pesquisas consolidaram uma silvicultura sustentável e o sucesso dos empreendimentos com florestas plantadas no Brasil". Para reforçar essa posição, a Bracelpa incluiu em seus planos de gestão US$ 14,4 milhões de investimentos para o setor, entre 2003 e 2012.

Produtividade com equilíbrio ambiental - As empresas do setor estão sempre em busca de novas tecnologias de preservação do meio ambiente. Segundo o gerente de Meio Ambiente Corporativo da VCP, Umberto Caldeira Cinque, com as novas técnicas produtivas a empresa se tornou praticamente autosuficiente na produção da energia que consome. Outro fator de equilíbrio é o baixo consumo de água obtido pela implantação de um sistema de reutilização e toda a madeira utilizada na produção de celulose vem de florestas plantadas.

"Temos 5 milhões de mudas de árvores nativas e outros 35 milhões de mudas de eucaliptos, numa área de 188 mil hectares em São Paulo e 62 mil hectares no Rio Grande do Sul. Nossa área de infra-estrutura e de preservação ambiental atinge 63 mil hectares", relata Cinque.

Investindo constantemente na preservação ambiental, a Ripasa S.A. Celulose e Papel emprega hoje cerca de 2.700 funcionários e possui um patrimônio ambiental que inclui 98,7 milhões de árvores plantadas. Através da tecnologia genética, a companhia vem produzindo cada vez mais em áreas proporcionalmente menores. Além disso, a Ripasa criou projeto "Descascamento da Madeira no Campo", que contribui para a manutenção da fertilidade e da umidade natural do solo.

Com uma produção anual de 1,2 milhão de toneladas e empregando atualmente mais de 4 mil funcionários, desde 1986 a Suzano Papel e Celulose substituiu o cloro elementar - substância agressiva ao meio ambiente - por oxigênio no processo de branqueamento da celulose, tornando-se pioneira nesse processo no Brasil.

Só em 2003, a empresa fechou o ano com 190 mil hectares de florestas plantadas de eucalipto e, em 2004, a empresa ampliou em 30% os investimentos em áreas de plantio e pesquisas, destinando R$ 380 milhões em pesquisas para aumentar a produtividade sem causar danos ambientais.

O contínuo investimento na implantação de processos e tecnologias que contribuem para reduzir a geração de emissão de gases e efluentes líquidos garantiu à empresa o ingresso na seleta lista do Chicago Climate Exchange, reservada exclusivamente para as empresas cujas transações de crédito de carbono estão de acordo os exigentes parâmetros estabelecidos pelo Protocolo de Kyoto (Japão) .

Ações sociais em alta - Além de cuidar do meio ambiente, as ações sociais são tamgbém valorizadas pelo setor. Para isso, a VCP criou o Instituto Votorantim. Além de dar suporte às ações sociais já praticadas por suas empresas, também desenvolve projetos próprios. Entre suas principais ações está o apoio em recursos financeiros e humanos oferecido a entidades assistenciais, sociedades de cultura, hospitais, e ainda a programas ambientais realizados em parceria com universidades e iniciativas dirigidas para as comunidades. Os Núcleos de Educação Ambiental (NEA) são a base para ajudar na disseminação dos conceitos de preservação ambiental entre a comunidade e as escolas das regiões dos municípios paulistas de Santa Branca, Luiz Antônio e Capão Bonito.

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