A força do meio Eficácia amplificada Estudos realizados em diversos países
comprovam que incluir revistas na
estratégia de comunicação otimiza
resultados em até 30%
Pessoas gostam de ver filmes, curtem ouvir música e adoram ler. Elas lêem revistas
à procura de notícias, idéias, informações e sugestões. Portanto, a relação do
receptor com o veículo impresso propicia um envolvimento definitivamente maior.
A participação e interação geradas pelo editorial criam um ambiente mais receptivo
na mente dos leitores. Assim, mais que envolvimento, há um comprometimento entre
os leitores e as revistas, numa relação que começa com o editorial e se estende
pelas campanhas institucionais, de vendas ou de promoções.
A forma de comunicar e a definição exata dos alvos são as alavancas gêmeas
do sucesso de uma campanha. Porém, o modelo em que a comunicação é realizada tem
mostrado ser mais importante que a extensão do alvo. Grandes audiências não significam
proporcionalmente grandes vendas, pois o que vale é público com poder aquisitivo
disponível na hora certa, de modo exato. Isso aumenta a importância da propaganda
impressa, dada a relação única entre a publicação e o leitor qualificado.
Diversos estudos realizados têm mostrado que, quando as revistas atuam integradamente
com a televisão, a efetividade pode ser ampliada em até 30%. Nessa comunicação
integrada, as revistas possuem grande eficácia por atingir mais diretamente targets
específicos, com um modelo de informação que pode ser mais aprofundado, detalhado
e, portanto, melhor percebido.
A partir desses estudos,
anunciantes como a Kraft Foods, por exemplo, aumentaram o investimento em revistas
para 73%, e reduziram o de televisão para 24% |
A nova geração de estudos multimarcas oferece um interessante aprendizado quanto
às decisões de planejamento de comunicação. Eles têm identificado a performance
entre as diferentes campanhas e a conclusão é que quando as revistas são incluídas
no plano de mídia há sempre a uma efetividade maior na absorção das mensagens.
Obviamente, a qualidade do trabalho criativo e a intensidade com que as mídias
se misturam adequadamente também são essenciais.
Em um dos estudos sobre o efeito multiplicador das mídias, realizado nos Estados
Unidos, foram avaliadas as performances de 12 diferentes marcas do segmento alimentício.
A análise comparativa detectou que a decodificação da mensagem tem muito mais
sucesso quando o plano de mídia combina televisão e revistas, gerando uma lembrança
espontânea de mensagens 12% maior do que quando são realizadas apenas exposições
de tevê. A partir desses estudos, anunciantes como a Kraft Foods, por exemplo,
aumentaram o investimento em revista para 73% e reduziram o de televisão para
24%. Já a Procter & Gamble, do Reino Unido, reduziu as verbas de TV de 92% para
73%, enquanto o investimento em revistas aumentou de 5% para 17%.
Uma outra pesquisa, desenvolvida durante dois anos pela Millward Brown, analisou
a percepção das mensagens em campanhas de revistas e televisão. A conclusão apontou
que as publicações possibilitam uma percepção das marcas anunciadas com um custo
até 70% menor que o de TV. Quando foi avaliada a maneira como o budget é dividido
entre as duas mídias, o estudo revelou que, quanto mais alto é o orçamento alocado
para as revistas, maior a percepção da mensagem, que chega a aumentar quatro vezes.
Na prática, isso significa que quanto maior o investimento em revistas, maior
a percepção da marca e, conseqüentemente, maiores as vendas.
Evidências de sucesso - A globalização está levando a uma
maior similaridade dos hábitos de consumo em diferentes países. Apesar das particularidades
regionais, as evidências indicam que há um determinado padrão quanto à atitude
dos consumidores diante das diferentes mídias. Uma análise realizada na Alemanha,
por exemplo, demonstrou que a alocação de 50% da verba publicitária em revistas
e 50% em televisão gerou um aumento médio de vendas de 17%.
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