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Retenção de mensagens
Utilizando revistas em sua comunicação, a Fiat obtém ótimos resultados, atingindo targets de maneira cada vez mais eficaz e precisa

por Ana Balleroni, vice-presidente de mídia da Leo Burnett

Anunciar em revistas faz parte da história da comunicação da Fiat no Brasil. Desde que a montadora italiana instalou a primeira fábrica em Betim-MG, no começo dos anos 70, a marca sempre esteve presente nas mais diversas publicações. Portanto, incluir revistas no planejamento de mídia da marca é essencial e sempre trouxe resultados bastante positivos.

Essa presença constante fortalece a imagem da marca e, mais que isso, traz também importante reforço às vendas. As campanhas de televisão fazem uma grande cobertura, atingindo os mais diversos públicos. Já as revistas potencializam as mensagens dos comerciais por duas de suas características muito importantes: a segmentação e a individualidade na relação leitor-veículo.

"Soluções de impacto, com formato diferenciado, fazem com que as revistas possam explorar os pontos fortes dos produtos de maneira inusitada. E aí, quando a criatividade fala mais alto, temos um maior retorno do investimento"

Por meio da segmentação, temos atingido nossos targets de maneira cada vez mais eficaz e precisa. Os métodos de análise de títulos que utilizamos na Leo Burnett permitem ajustar o foco com muita precisão, garantindo que a mensagem seja dirigida a um público específico, oferecendo o produto certo na linguagem adequada. Além de analisar o mercado com base nos dados do Marplan e do Instituto Verificador de Circulação (IVC), utilizamos métodos de pesquisas como o Target Group Index (TGI), que, entre outros importante itens, traça o perfil psicográfico do público-alvo e avalia o nível de interesse e penetração de um determinado título para diferentes grupos.

Depois de avaliar detalhadamente a relação que o receptor tem com um título, podemos fazer anúncios que exploram os hábitos e valores do target de maneira muito pertinente. E é aí que entra a questão da individualidade da relação leitor-veículo. Pela proximidade, que é até física com o receptor da mensagem, as revistas permitem utilizar uma linguagem mais intimista. Uma linguagem que aprofunda a mensagem da TV de maneira exclusiva e com diferenciais que só a mídia impressa permite.

Parceria agência/editora - Temos diferenciado os anúncios da Fiat com idéias criativas que realmente mexem com a cabeça dos consumidores. Um ótimo exemplo disso é o anúncio do Palio Adventure. Ele tinha uma proposta de interatividade em que o leitor podia "limpar" o carro repleto de barro depois de fazer uma trilha. Um outro case bastante interessante ocorreu quando houve uma mudança na direção da empresa. Estávamos fazendo a campanha do Stilo e a Fiat questionou a capacidade de retenção das mensagem nas revistas. A solução foi sensacional: após o anúncio no formato tradicional da página, colocamos imagens do carro em marcad'água, com a foto rebaixada, e essa imagem ia se diluindo pelas páginas seguintes da revista até desaparecer. Em todas elas, a mensagem "Esse carro não vai sair da sua cabeça" reforçava o argumento da campanha. Então, esse é um ótimo exemplo em que, por intermédio de uma parceria entre a editora da revista e a nossa agência, conseguimos reverter a situação e obtivemos ótimos resultados.

Um outro case que também marcou presença de forma bastante original e, por que não dizer, ousada, foi o do pôster que encartamos na revista Playboy. Imagine: o consumidor está vendo a revista, com aquelas mulheres nuas e, de repente, onde estaria o pôster com a mulher, o leitor abre e vê imagens de um carro. Sem dúvida, foi extremamente insólito e deu um grande recall para a marca. Esse é mais um case em que a parceria com a revista foi fundamental, pois foi a primeira vez que a Playboy fez um pôster que não tinha foto de mulher. Um projeto tão ousado que foi preciso obter a autorização com o pessoal lá fora.

Esse tipo de solução de impacto, com formato diferenciado, faz com que as revistas possam explorar os pontos fortes dos produtos de maneira inusitada. E aí, quando a criatividade fala mais alto, temos um maior retorno do investimento. Pois, com menos inserções, fazemos com que a mensagem fique retida na mente do consumidor, ganhando share of mind e, conseqüentemente, share of market. Sem falar nos inúmeros prêmios, é claro. Por isso e por muito mais, anuncio em revistas. E ainda vou continuar anunciando por muito tempo.



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