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Joana é um gênio
Maria Célia Furtado

ER - E a Joana xamã como é que foi desenvolvida?

Joana - Primeiro eu não me considero uma xamã. Eu fiz o curso e me formei. Foi exatamente num momento de muito estresse pessoal. Eu estava sentindo que a minha fé estava balançada. Foi um período muito difícil, um período que a gente teve muitos cortes na empresa e eu sabia que a minha empresa precisava da Joana reestruturada. Precisava buscar algo a mais. Então, eu abri a minha agenda todas as segundas-feiras para ficar fazendo trabalhos voluntários e a coisa mais interessante é que a maior parte dos meus clientes eram executivos, jornalistas, pessoas absolutamente céticas. Alguns superateus. Então a alegria desses encontros não era tocar tambor com uma pessoa que simplesmente já estava engajada em retiro espiritual, mas para uma pessoa que nunca tinha visto aquilo. Toquei para vários empresários, algumas pessoas superconhecidas e não estava ganhando nada, estava apenas dedicando o meu tempo para tocar tambor para quem eu gostava. É muito importante que se tenha o direito de ter um tempo para o interior. Esse tempo era a minha jornada de tambor.

ER - Para quem você gostaria de tocar o tambor?

Joana - Eu... Tocar o tambor (risos). Eu já quis tocar para o Lula, mas hoje... Continuo com o maior respeito. Hoje é um momento diferente, a minha energia está muito focada em trabalho. A energia do tambor é outra energia.

ER - O que você diria para um editor que vai começar nessa área?

Joana - Eu explico toda parte técnica, toda parte de quanto custa papel, impressão, conto tudo, todos os riscos. A maior tragédia que alguém pode fazer é não contar a realidade do mercado editorial, as dificuldades. Minha obrigação é contar a pior história e se a fé e a coragem sobreviverem, vai nessa, aposte. A Símbolo está viva, crescendo, com revistas de qualidade porque eu e minha equipe temos muita fé.

ER - Joana, você quer falar mais alguma coisa?

Joana - Não. Só agradecer a você e dizer que é uma honra e uma grande alegria estar fazendo esta entrevista. Já fui convidada em outras ocasiões e agora acho que é o momento... E que, em nenhum momento, eu deixei de estar no mercado por falta de consideração e importância, mas acho que por excesso de timidez (risos).



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