Revolucão Cultural Num país com uma diversidade
tão grande como as suas dimensões,
as revistas de arte, cultura e
entretenimento expõem o melhor das
produções brasileira e internacional
Literatura, cinema, teatro, dança, artes plásticas: com tantos assuntos
interessantes fica fácil entender por que as revistas de arte, cultura
e entretenimento vêm se expandindo e conquistando cada vez mais público.
Espelhando a sociedade e atuando como divulgadoras, críticas e questionadoras
de conceitos, as publicações culturais tornaram-se extremamente atrantes
nos tempos atuais. Seja pelo amplitude dos temas que são abordados, seja
por abrirem espaço para uma ampla diversidade de visões. Ou simplesmente
porque a cultura sempre fascinou a humanidade. Afinal, quanto mais uma
sociedade evolui, mais ela valoriza e prestigia a produção cultural.
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| Laub, da Bravo |
Atualmente há uma efervescência no ar. Estamos assistindo a uma revitalização
do cinema nacional, com aumento significativo de novos títulos sendo lançados.
Há também diversos festivais de música, literatura e teatro patrocinados
por empresas privadas. Sem falar do contínuo lançamento de novos grupos
musicais. Essa ebulição cultural reflete diretamente no mercado editorial,
abrindo diversas e atraentes oportunidades de negócios. As empresas com
gestões mais modernas e atuantes já perceberam que apoiar a cultura colabora
positivamente com a personalidade dos produtos, criando um vínculo de
empatia entre a marca e o consumidor. Isso adiciona um valor emocional
para as marcas, intensificando o relacionamento do consumidor com o produto
e gerando conseqüentemente a fidelização. Nessa perspectiva, as revistas
culturais tornam -seo elemento de união entre empresas e leitores, atingindo
o consumidor num momento de imenso lazer e intenso prazer.
Quando se analisa o público desse segmento, o importante não é avaliar
apenas a quantidade crescente de leitores, mas também, a elevada qualidade
dessa audiência. Com sua grande maioria situada nas classes A e A/B, este
público tem um estilo de vida diferenciado e exclusivo. Em sua maioria,
o leitor dessas revistas é composto por uma platéia seleta de apreciadores
e grandes consumidores das artes e espetáculos no geral. Mais que isso:
muitos desses leitores são artistas que produzem cultura em suas mais
diversas manifestações.
Ademir Correia, editor da revista Simples?, aponta que esse fato
criou um fenômeno interessante. "Quem consome publicações culturais
como a nossa é leitor e ao mesmo tempo é notícia. São aquelas pessoas
que freqüentam shows, vernissages e lançamentos de filmes de livros. Às
vezes como espectadores e às vezes como autores".
Para Daysi Bregantini, editora da revista Cult, "nossa publicação
fala diretamente com grupos intelectualmente privilegiados, que estão
sempre antenados com tudo que ocorre de novo, não só no cenário artístico-cultural,
mas também em relação a tudo que transforma e faz a sociedade evoluir".
Daysi destaca que entre seus assinantes existe cerca de 400 pessoas que
moram em centros internacionais de ebulição cultural, como Nova Iorque,
Londres ou Tóquio. "Seja no Brasil ou no exterior, a Cult fala
com o leitores na linguagem que ele usa e aprecia. Isso cria uma identidade
muito grande entre o leitor e a revista", afirma.
Wagner Nabuco, sócio-diretor da Casa Amarela, empresa que edita a revista
Caros Amigos reforça o perfil diferenciado deste público: 92% dos
leitores de Caros Amigos têm superior completo e 20% são pós-graduados.
Segundo ele, "em grande parte, nosso público é composto por universitários
que formam as lideranças estudantis. Porém nossos leitores não se restringem
ao ambiente acadêmico. Entre os assinantes, temos legisladores, profissionais
liberais, juristas e empresários. Pessoas de destaque que vivem nos grandes
centros urbanos e têm participação ativa nos movimentos culturais, sociais
e artísticos. Assim, mais que influenciar opiniões, é um público que antecipa
comportamentos e tendências".
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