Grande guerreiro do negócio das revistas. Ele é o Super Angelo Maria Célia Furtado entrevista Angelo Rossi
ER - Você está lançando a revista Relais, que é para
o publico milionário. Quem é esse público no Brasil?
AR - Os milionários (risos). É aquela pessoa acostumada com o
que há de melhor. Quando viaja, ela não vai para conhecer a cidade, e
sim um hotel. Não vai a qualquer restaurante, e sim "naquele" restaurante.
Vai para ver a decoração do hotel, a decoração do restaurante, ou seja,
não é uma revista feita para o turista e sim para o estilo de vida. Por
exemplo, é para quem viaja para Nova Iorque para conhecer um certo hotel,
um certo restaurante. A diferença das outras revistas está em não mostrar
a cidade e sim o local, desbravando- o.
ER - E como você vai achar o público da revista?
AR - Está todo escondido (risos). Vamos alcançá-lo por meio de
um mailing selecionado. E colocaremos em bancas de revistas. Mesmo não
sendo uma revista de banca, quem procurar vai encontrá-la.
ER - Todo mundo hoje está discutindo a relação comercial
e o editorial, que é uma briga muito antiga. Como você administra essas
duas áreas na sua editora?
AR - Não acho que seja briga antiga. Hoje, o respeito ao editorial
é básico, mas não se vive sem o comercial. Ainda mais em uma revista segmentada.
A gente está se colocando para quem? Para que público? A publicidade faz
parte da revista. Não tem jeito, você não pega uma revista de decoração
sem anúncios, você não pega uma revista de gastronomia sem anúncios. O
anúncio faz parte. É óbvio que quando você faz revistas de informação,
você tem de tomar muito cuidado. Mas tendo seriedade, ética e respeito
não se compromete a credibilidade nem a parceria com o anunciante.
ER - Você tem algum título que esteja guardado na gaveta,
esperando para ser lançado? Tudo o que você quis você lançou?
AR - Não tenho títulos na gaveta, mas não lancei tudo que quis.
Estou satisfeito com o que fiz até agora.
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| Nossa entrevistadora, Maria Célia Furtado é diretora
executiva da Aner |
ER - Como você vê o próximo ano para a Peixes?
AR - Eu vejo como um bom ano. Está tudo preparado para ser um
ano maravilhoso e muito melhor do que esse. O último grande ano foi 1985.
Depois, tivemos alguns anos mais ou menos, que foram em 1990 e 1991. E,
depois, 2000 foi um ano razoável. Acho que o ano vai ser bom porque a
Peixes está bem estruturada, porque ela está bem posicionada, tem um portfólio
diversificado e é líder ou vice-líder em cada um de seus segmentos. Acho
que vai ser uma coisa tranqüila.
ER - Quando você diz que o ano vai ser bom, é por conta
da economia, do mercado?
AR - Acredito que a economia vai continuar extremamente rígida,
porém com aumento de preço, de oferta e de procura. Estou otimista.
ER - Bom, vamos parando por aqui. Você gostaria de dizer
alguma coisa, mandar algum recado para os leitores, deixar alguma mensagem?
AR - Queria pedir para, por favor, sempre comprarem revistas (risos).
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