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Bem-vindos a uma nova era
Foto: Lucíola Okamoto
Carlos Domingo Alzugaray - Caco

O ano já era.

Certamente um dos mais difíceis que toda a indústria da comunicação brasileira já enfrentou. Quando lemos o senhor Octavio Frias, um dos construtores da área da comunicação do País, do alto de seus experientes 91 anos, afirmar em entrevista que nunca viveu uma crise mais difícil do que essa, acreditamos ter motivos para pensar que realmente o mar não está, ou esteve para peixe.

No resto do mundo, a situação não está tão diferente. A recessão publicitária vem se mostrando um fenômeno mundial, muito menos causado por adversidades econômicas domésticas, muito mais pela discussão sobre a participação (share) da propaganda no bolo total da verba de marketing. De fato, o que estamos observando é a crescente perda de espaço para o marketing direto, para promoção de PDV, para a assessoria de imprensa, para eventos, para o patrocínio cultural...

Isto sem falarmos da outra linha de pensamento que afirma que as empresas anunciantes, cada vez maiores e em menor número, teriam uma menor necessidade de comunicação por conta da diminuição da concorrência (soa como um absurdo, não é ?).

O lado bom disso tudo é que, ao meu ver, nós já demos um jeito na situação (o lado bom do "jeitinho brasileiro"). Como morrer não era uma opção, ajustamos nossos custos, otimizamos nossos processos, abrimos novas frentes de receita, invocamos a criatividade (de novo, a brasileira) para atrair mais atenção do leitor e do público publicitário... Traduzindo: mais uma vez, como bons brasileiros, rebolamos a valer.

Está dando certo e o que chamamos de crise foi, no fundo, o doloroso processo de qualquer mudança. Como uma cobra que se isola e introspecta, e coloca para funcionar suas mais escondidas funções corporais por dias, às vezes, por meses, para mudar de couro e estar preparada para mais uma nova fase da vida.

Este ano difícil coincide com o final de nosso primeiro ano de mandato.

Não falo "nosso" usando o artifício gramatical "futebolês", de trazer para a terceira pessoa nossos atos pessoais. Uso "nosso" em sua mais pura expressão, porque falo com tranqüilidade que a Aner é um exemplo de administração descentralizada por competência. Por competência de fato. Por competência de toda a diretoria, do staff executivo, das comissões e de nossos parceiros.

Se posso destacar o ponto positivo da "nossa" gestão é justamente a diversidade de ações que foram e estão sendo colocadas em prática por todos nós. E olha que somos muitos. Só nas comissões, que eram duas um ano atrás e hoje são seis, somos em mais de 40. Outro destaque superimportante para a viabilidade de nossas operações tem sido a empenhada participação de nossos parceiros viabilizadores de sonhos: a gráfica Globo Cochrane, a Ripasa e a Martin Luz Comunicação.

Bom gente, e é isso. Bem-vindo 2004 e como a revista Exame bem anuncia, em uma recente edição, bem-vindo à Era da Propaganda de Resultados - já sofremos a mutação, agora temos de fortalecer nossos organismos para viver a nova vida.

Abraços,

Caco



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