Para fazer bem feito, não é preciso ser grande P O R PA U L O C A S T R O
Faz exatamente 20 anos que tivemos a idéia de editar uma publicação de
natureza didático-pedagógica que, além de informar, igualmente auxiliasse
o professor a melhorar seu desempenho em sala de aula.
Para isso, era necessário que cada matéria, além do embasamento teórico,
lhe dissesse os porquês, também fizesse sugestões de atividades que permitissem
aplicar aqueles novos conhecimentos em seus alunos, ali mesmo em sua sala
de aula. E essa fórmula simples de unir a teoria à prática se revelou
um sucesso editorial sem precedentes. Logo, logo, a publicação, fruto
de uma editora pequena, oriunda de um estado localizado no extremo-sul
do País, se tornou uma revista de circulação nacional, com assinantes
na maioria dos municípios brasileiros.
Recentemente, em viagem de estudos em Fernando de Noronha, tivemos a
satisfação de ver uma coleção desta publicação na biblioteca da escola
da ilha, na Vila dos Remédios, o que vem comprovar o quão distante ela
chegou.
Nos pequenos municípios do nosso vasto Interior, a Revista do Professor,
que é a publicação sobre a qual estamos falando, em muitos casos é o único
veículo de informação e/ou atualização que chega até o professor que atua
na educação infantil ou no ensino fundamental, visto que ele, por falta
de verbas, de vontade política ou por qualquer outro motivo que não cabe
aqui mencionar, não recebe qualquer subsídio pedagógico do Poder Público
municipal, estadual ou federal.
Assim sendo, podemos verificar a importância de uma revista pedagógica
para a informação e atualização de nossos professores, proporcionando,
como conseqüência, uma sensível melhora na educação da população brasileira.
Este é o verdadeiro papel que as revistas pedagógicas que possuem credibilidade
com seus leitores desempenham no meio editorial brasileiro.
Paulo Castro, diretor-geral da CPOEC
que edita a Revista do Professor |