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¡Vivan las revistas!
"Mais que informar, entreter e gerar dividendos, temos a responsabilidade coletiva de contribuir para a construção de sociedades mais esclarecidas e desenvolvidas"

VERSÃO RESUMIDA DO DISCURSO DE ROBERTO CIVITA

É uma honra participar - com meu querido amigo Emilio Azcarraga - de mais um encontro internacional dedicado a minha grande paixão há meio século: fazer revistas.

Esta Conferência da Fipp é oportuna, por permitir que focalizemos os dilemas e oportunidades bastante diferentes que enfrentamos entre o Rio Grande e a Tierra del Fuego.

Embora estejamos falando de uma América Latina com 530 milhões de habitantes e um Produto Bruto total de mais de US$ 2,1 trilhões, o mercado para revistas em espanhol e português é desproporcionalmente pequeno quando comparado com os países desenvolvidos.

Vendemos cerca de 800 milhões de exemplares/ ano e nosso volume total de negócios chega em cerca de US$ 1 bilhão. Ou seja: bastante dinheiro à primeira vista, mas um consumo anual médio de menos de dois exemplares per capita.

É preciso arregaçar as mangas e agir nas frentes em que podemos mudar e melhorar. Precisamos fazer revistas melhores, mais inteligentes, mais desafiadoras. Repletas de novas idéias, mais úteis, mais divertidas, ousadas e bonitas. E - acima de tudo - mais necessárias, corajosas e inspiradoras.

Isso exige três coisas básicas: talentos, talentos e talentos. Que, por sua vez, precisam de editores que os encontrem, motivem, treinem, incentivem e protejam contra todas as pressões e tentações a que são permanentemente expostos. Precisam, também, ter a convicção de que há um mundo de coisas que nenhuma outra mídia pode fazer melhor do que uma revista.

Precisamos aprender a distribuir, promover e vender mais eficientemente. Como? Aumentando o número de pontos de venda, instalando pontos alternativos e investindo em sistemas de informação que ajudem a vender mais e encalhar menos.

Paralelamente, precisamos desenvolver sistemas de venda de assinaturas. Uma tarefa complexa, cara e demorada, mas capaz de aumentar dramaticamente a circulação, além de tornar viável publicações especializadas e segmentadas que não sobrevivem nas bancas.

No Brasil de hoje, as assinaturas representam 45% do total dos cerca de 400 milhões de exemplares vendidos/ano. Praticamente, a metade da circulação paga vem de assinaturas. E isso não é às custas dos exemplares antes vendidos de outra forma, mas sim por conta dos milhões de leitores que simplesmente não os comprariam se tivessem de passar numa banca freqüentemente.

Sei que em muitos países ainda há fortes resistências dos jornaleiros e distribuidores contra a venda de assinaturas. Há também problemas na área dos correios. Pode se argumentar que não existe uma "cultura" de assinaturas.

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